sexta-feira, 27 de junho de 2008

Burro Morto rumo ao sudeste

Escrito por: Olga Costa



Burro Morto está de malas prontas. A banda paraibana teve a música "Índica" selecionada para constar numa coletânea que será lançada pela Revista + Soma e foi convidada para tocar no show de lançamento da edição, no dia 1º de julho, na cidade de São Paulo. A banda, formada por Haley Arthur - Orgão, escaleta, synth, Victor Afonso - Percussão e trompete, Leonardo Marinho - Guitarra e saxofone, Daniel Ennes - Contrabaixo e trompete, Ruy Oliveira - Bateria, permanecerá em terras paulistanas até a primeira quinzena do mês e fará show no Studio SP - uma das casas mais bacanas da cidade, que recentemente, inaugurou novo espaço na rua Augusta, agregado a uma galeria de artes urbanas. Ainda esse ano, Burro Morto, lancará seu primeiro CD, atualmente em fase de finalização.
Agenda na cidade de São Paulo:
01/07 - Festa de Lançamento da edição de Aniversário da Revista +Soma - CB bar03/07 - Studio SP09/07 - burro morto + cicrano, na Livraria da Esquina10/07 - burro morto + guizado, no Bleecker11/07 - na festa Brasa, no clube Berlin.

Sobre Burro Morto
O Burro Morto surgiu mutilado, teve seus retalhos re-costurados e agora percorre os caminhos sonoros atento às cores e nuances. Respira groove, enche os pulmões de psicodelia, entorta os compassos e regurgita melodias inusitadas. Transpirando lisergia, as batidas orgânicas ancestrais ressoam nos tambores, na bateria firme e no baixo pesado, e se unem às máquinas, guitarras e sopros, que cantam através de texturas e timbres altamente imagéticos.
A inspiração vem do sangue que passeia pelas veias negras da terra antiga, que sai de Lagos, passa pelas dunas de areia escaldante, chega a Addis Ababa, escorre pelos ouvidos jazzistas no norte, desce ao estômago do deep funk e deságua novamente no terceiro mundo. É África-Brasil, via o jazzy groove gringo.
Esse emaranhado de cabos, plugs, filtros, ociladores, delays, dinâmicas, climas, cinismo e subversão é manipulado por cinco mentes ácidas: King Size Paper (órgão, garrafa e escaleta e synth), Jesi Jesi Jew (contrabaixo, controle de despesas e trompete), Nacho Gonçalves (trompete, equações e percussão), Dom Djuw Zé (bateria e dolinha de cinco) e Armandú Chara (guitarra, tritubarão e saxofone). Nos idos de 2007 lançaram um EP, Pousada bar, tv e vídeo, com o qual conquistaram almas e mentes worldwide. Agora, o Burro Morto está enclausurado em seu casulo, maturando novos tons e fermentando grooves obesos, a serem lançados ainda este ano.

Para ouvir: www.myspace.com/burromorto

domingo, 1 de junho de 2008

Ksa Rock

Sábado dia 31 de maio de 2008.
Depois de passar o dia inteiro dormindo, chuva bacana que deu, os únicos compromissos eram: dormir mais e esperar a hora de descer para a rua Duque de Caxias e conferir a abertura da mais nova casa de show da cidade.
Quando a senhorita Adloff chegou, muito bonita por sinal, fiquei compelido a me vestir de maneira apropriada. Mas só por causa dela.Sei lá, os dias de chuva consecutivos na cidade me deixaram sem muita vontade de arriscar algo novo. Tudo que eu sabia era que iria tocar Star 61 e Madalena Moog, de resto mais nada.

Tomado o banho e o café, entramos no carro e lá fomos. Ao chegar na frente do lugar, pouca gente:

-Lá dentro ta como?
-Carlinhos Downling ta discotecando.

Pensei comigo: "Mas o cara não é cineasta?". Já sabia que ele tirava uma de DJ mas nunca me encaixou a ideia.

Pensei bem, a noite tava agradável e ainda era razoavelmente cedo para entrar, fomos eu e a senhorita Adloff para a rodoviária, tomar um café - aquela hora no centro de João Pessoa só se acha café por lá - naquele friozinho, capítulo final de novela na TV, um cigarro pra relaxar.

Me lembrei de um tempo atrás, acho que à uns 7 ou 8 anos, era mais ou menos assim, havia uma preliminar antes de chegar na noitada, ir na casa de alguém, ou passar em um posto de gasolina pra beber vinho, mas o seguinte era que, depois da preliminar havia "o finalmente". O objetivo mesmo era chegar em um lugar que eu me sentiria bem, que eu não pararia de conversar, nem de dançar, nem de ter boas surpresas.

Na subida da rodoviária para a Duque de Caxias, encontrei com dois amigos que estavão descendo para o largo de São Pedro, para o Galpão 14, me dizeram que ainda não havia começado o show e que o lugar tava lotado de intelectos privilégiados, premiados e aclamados por quase nada e que sempre têm notoriedade em João Pessoa, Putz.

-Vamos descer lá senhorita Adloff?!
-Pode C.

No Largo, nada de novo, apesar de uma Have bem divulgada que aconteceria no lugar, nada demais, no Galpão, 3 bandas ainda iriam tocar, mas tava vazio. Bom, no Largo de São Pedro a galera gosta mesmo de ficar nas preliminares, nas escadarias da igreja. Muita gente lá fora dava a falsa impressão de que as cas estavam lotadas.
Como já estava acostumado a tudo aquilo, de repende bateu espirito de "porra".

-Vamos subir e dar uma sacada, se não valer a pena sair das preliminares, vamos para os finalmentes em casa que lá a gente se acaba e o mundo tbm pode se acabar!
-Pode C.

Chegando na Duque da Caxias, a frente do local estava lotada. Estacionei e me arrisquei, vamos que vamos, muita gente ainda batendo papo à toa, nem snal de querer entrar. Por sorte encontrei um amigo, que me convidou à entrar logo, para minha sorte.

Na porta não sabia o que iria achar, não sabia se iria gostar, e tava meio naquela; cinco pilas, se essa porra não valer à pena me fudi.

Entrei e eis que valia à pena, eis que era um lugar pelo qual eu deveria interromper a preliminar e me acabar nos finalmentes.

A entrada, as cores as mesinhas, a cerva gelada, assim que enchuguei a baba, fui no fumódromo (o lugar é todo climatizado e se quiser fumar é lá atrás em uma salinha especial).
Tudo estava perfeito, já iria começar a primeira banda, Madalena Moog. Bacana, mais cervas, beijos na senhorita Adloff, já fale que ela estava linda?! Se não, ela estava sim.

Acabou a banda e só ai me lembrei da importancia de um DJ, seja ele cineasta ou não. Dancei, dansei, até que começou a segunda banda e nem senti o tempo passar, oq ue se sucedeu durante o restante da noite, entra musica e sai musica, Flaviano mais gay impossível, suado, beijando, du Karalho e quando a gente desce e vai p/ casa nem parece, já são quatro da manhã e saimos a casa ainda estava cheia.

Mas tudo, bem achei um lugar que vale à pena sair das preliminares, ir para os finalmentes, consequentementes, me acabar, me esbaldar. Ksa Rock.

-Que tal irmos para o nosso "finalmente" senhorita Adloff, pode C?!
-Pode C?! Deve C. Será, vamos lá, essa noite foi boa demais pra gente acabar se antes "finalizar".