Semana passada, tive de reconfigurar o PC que acessa a internet. Me lembrei de quando comecei a me inteirar da rede. Não lembro o que veio primeiro, a vontade de fuçar novos sons ou a internet na minha vida, sei que na minha memória as duas coisas estão juntas. A febre do grunge já havia passado, mas ainda era tão recente que todos aqueles sons que tocavam na época eram a idéia que se tinha de som do futuro. “Isso é que é musica rapaz”, um sentimento de superioridade, como se conhecer a cena de Seatle fosse a coisa mais importante para alguém. Lógico, o tempo passou e as coisas mudaram já se utiliza mais o Napster nem o Mirc para baixar musicas. As bandas de rock evoluíram tudo tem um Q dançante hoje em dia. O computador invadiu completamente o modo de produção dos seres humanos, em todas as camadas. E isso tudo não é ruim.
As facilidades da vida conectada são tantas, as possibilidades também, só que, enquanto eu me lembrava de todas essas coisas a TV estava ligada e quando atentei estava passando um clipe do Smashing Pumpkins, do mais novo CD lançado ano passado depois da volta. Não sei das pessoas que têm acompanhado voltas e mais voltas de bandas dos anos 80, mas eu quando percebi que o Smashing Pumpkins estava lá, novamente na MTV, a coqueluche dos anos 90, lembrei daquele tempo em que aquele som era o futuro. Fui pesquisar e acabei baixando não só o mais novo deles como o Cd da Zwan, banda que Billy Corgan teve após a Smashing acabar e também baixei um CD do Nada Surf. Lógico, escutei tudo aquilo da forma mais atualizada possível, em meu aparelho MP3 player, mas aqueles sons, aqueles timbres, os riffs, me lembraram da adolescência. Senti-me um velho com 24 anos de idade.
Talvez as coisas estejam avançando muito rápido, a ponto de fazer com que fatos de dez anos atrás passaram há um século.
Acho muito boa todas essas bandas que surgiram junto com os Strokes, a turma da New Rave inglesa, os funks e bondes eletrônicos que o Brasil conseguiu exportar, mas pessoalmente ainda me encanta escutar os timbres de “Ride a Black Swan” do Zwan, de sentir-me bem escutando uma melodia como a de “No Quick Fix” do Nada Surf, mesmo a MTVistica “Thats the Way (My Love Is)” do Smashing ressuscitado me lembra que musica é para todos os momentos. Acredito que o rock de hoje também tem muita coisa boa, sobre tudo com tantos aparatos tecnológicos, depois de escutar Nada Surf acho que sei de onde o Snow Patrol tirou tanta inspiração. Dependendo da fonte pode-se fazer muita coisa boa com cara de novo e ser realmente novo e empolgante mas certas vezes sinto que hoje se fazem sempre musicas para se festejar. A pior coisa da vida é a falta de trilha sonora. Para uma geração que vive em festa, nada mais normal que trilhas para festas.
Talvez seja os restos de quem viveu os 90 que gritem na minha cabeça, talvez eu seja um cara que precisa de um tempo ruim na vida, um período triste para poder festejar melhor depois, afinal, quem ri depois ri melhor, uso até uma letra dos Autoramas pra tentar explicar: “como pode ser digno alguém que só sorri?”.
Terminando com tantas suposições, o que eu acredito mesmo é que uma falta de otimismo na geração de rockeiros de hoje iria bem a calhar, um pouco de trabalho pra essa turma que está acostumada a achar que a internet proverá. Que esse mundo virtual deveria ser desligado por uma semana que fosse, para que as pessoas apreciassem o dia-a-dia e tentassem enxergar o que está na frente do prédio onde elas moram e tentar perceber que isso é a vida, e é sobre tudo isso que a musica deve falar.
Mas que ironia, eu que estou aqui escrevendo para você que está a ai a não sei quanto de distancia e que só pode ler isso por causa da Internet.
Talvez se você desligar o computador agora você possa ouvir o que está fora da Internet, o que não é em tempo real e que é isso que irá permanecer lá.
O bom do Rock ainda está lá, em sua determinada época, falando de seus determinados valores, coisa que a mídia instantânea nunca saberá!
As facilidades da vida conectada são tantas, as possibilidades também, só que, enquanto eu me lembrava de todas essas coisas a TV estava ligada e quando atentei estava passando um clipe do Smashing Pumpkins, do mais novo CD lançado ano passado depois da volta. Não sei das pessoas que têm acompanhado voltas e mais voltas de bandas dos anos 80, mas eu quando percebi que o Smashing Pumpkins estava lá, novamente na MTV, a coqueluche dos anos 90, lembrei daquele tempo em que aquele som era o futuro. Fui pesquisar e acabei baixando não só o mais novo deles como o Cd da Zwan, banda que Billy Corgan teve após a Smashing acabar e também baixei um CD do Nada Surf. Lógico, escutei tudo aquilo da forma mais atualizada possível, em meu aparelho MP3 player, mas aqueles sons, aqueles timbres, os riffs, me lembraram da adolescência. Senti-me um velho com 24 anos de idade.
Talvez as coisas estejam avançando muito rápido, a ponto de fazer com que fatos de dez anos atrás passaram há um século.
Acho muito boa todas essas bandas que surgiram junto com os Strokes, a turma da New Rave inglesa, os funks e bondes eletrônicos que o Brasil conseguiu exportar, mas pessoalmente ainda me encanta escutar os timbres de “Ride a Black Swan” do Zwan, de sentir-me bem escutando uma melodia como a de “No Quick Fix” do Nada Surf, mesmo a MTVistica “Thats the Way (My Love Is)” do Smashing ressuscitado me lembra que musica é para todos os momentos. Acredito que o rock de hoje também tem muita coisa boa, sobre tudo com tantos aparatos tecnológicos, depois de escutar Nada Surf acho que sei de onde o Snow Patrol tirou tanta inspiração. Dependendo da fonte pode-se fazer muita coisa boa com cara de novo e ser realmente novo e empolgante mas certas vezes sinto que hoje se fazem sempre musicas para se festejar. A pior coisa da vida é a falta de trilha sonora. Para uma geração que vive em festa, nada mais normal que trilhas para festas.
Talvez seja os restos de quem viveu os 90 que gritem na minha cabeça, talvez eu seja um cara que precisa de um tempo ruim na vida, um período triste para poder festejar melhor depois, afinal, quem ri depois ri melhor, uso até uma letra dos Autoramas pra tentar explicar: “como pode ser digno alguém que só sorri?”.
Terminando com tantas suposições, o que eu acredito mesmo é que uma falta de otimismo na geração de rockeiros de hoje iria bem a calhar, um pouco de trabalho pra essa turma que está acostumada a achar que a internet proverá. Que esse mundo virtual deveria ser desligado por uma semana que fosse, para que as pessoas apreciassem o dia-a-dia e tentassem enxergar o que está na frente do prédio onde elas moram e tentar perceber que isso é a vida, e é sobre tudo isso que a musica deve falar.
Mas que ironia, eu que estou aqui escrevendo para você que está a ai a não sei quanto de distancia e que só pode ler isso por causa da Internet.
Talvez se você desligar o computador agora você possa ouvir o que está fora da Internet, o que não é em tempo real e que é isso que irá permanecer lá.
O bom do Rock ainda está lá, em sua determinada época, falando de seus determinados valores, coisa que a mídia instantânea nunca saberá!

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