sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Vida e Morte, ou seria o contrário?!

Pra começar uma notíca trágica.
A Revista Bizz acabou, outra vez.

Putz Grilo, é de lascar. Fico pensando o que vou fazer com meu diploma de Jornalismo agora. Era meu sonho e acabou. Deus, para onde esse mundo vai?!

Mas como a vida continua, estou procurando o que fazer, e se quer saber, tem!

Saiu a de dois festivais, Coquetel Molotov em Hellcife e o Festival Mundo aqui em João Pessoa.
Ai vai a Programação.
Festival Coquetel Molotov


Dia 14/09

14h - FEIRA CULTURAL - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE

14h - DEBATE - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE
Como a Internet tem projetado artistas e criado fenômenos internacionaisDebatedores: Bruno Ramos (Slag Records), Dagoberto Donato (Trama Virtual) e Márcio Monteiro (UFPE)
15h30 - DEBATE - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE
O papel da imprensa na legitimação e reconhecimento da música nacionalDebatedores: Lúcio Ribeiro (Popload) e Prof. Felipe Trotta (UFPE)

16h - MOSTRA DE CURTAS - SALA CINE UFPE

17h - SHOWCASES - SALA CINE UFPE

Backstages (PE)
Fóssil (CE)
Elma (SP)

20h - SHOWS - TEATRO DA UFPE

Volver (PE)
Supercordas (RJ)
Love Is All (Suécia)
Prefuse 73 (EUA)


Dia 15/09

14h - FEIRA CULTURAL - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE

14h - DEBATE - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE
A literatura marginal e seus efeitos de ação política nas mídias alternativasDebatedores: Carol Leão (Jornalista), André Telles e Camilo Maia (Subversivos e zine PNCDH)

15h30 - DEBATE - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE
A periferia no centro do processo de desenvolvimento cultural-urbanoDebatedores: Canibal (Devotos / Alto Falante), Fernando Fontanella (UNICAP) e Rogério Costa (UFPE)

16h - MOSTRA DE CURTAS

17h - SHOWCASES - SALA CINE UFPE
Conceição Tchubas (PE)
Hello Saferide (Suécia)
Suburban Kids With Biblical Names (Suécia)

20h - SHOWS - TEATRO DA UFPE

Vamoz! (PE)
Wado (AL)
Cibelle (SP)
Nouvelle Vague (França)


Os ingressos para o festival No Ar Coquetel Molotov 2007 estão à venda na Vivace Discos (Plaza Shopping e Shopping Center Recife) e no Café Castigliani (Cinema da Fundação).
Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia e cliente Tim) para cada noite de shows no Teatro da UFPE, sendo que outros eventos do festival como os showcases da Sala Cine UFPE, a Feira Cultural e os debates da Plataforma Integrada de Encontros Musicais são de acesso gratuito. Pessoas do interior de Pernambuco e de outros estados podem reservar seus ingressos por e-mail (coquetelmolotov@coquetelmolotov.com.br) e aguardar as instruções.
A venda de ingressos para o No Ar Coquetel Molotov 2007 também será realizada on-line. Para garantir o seu, basta enviar um e-mail para coquetelmolotov@coquetelmolotov.com.br e solicitar a compra. A produção do evento entrará em contato explicando como será o procedimento. Na compra dos ingressos via internet, as pessoas retiram seus ingressos na bilheteria do Centro de Convenções da UFPE apenas nos dias dos shows. A venda de ingressos on-line estará disponível até o dia 13 de setembro.



Festival Mundo

LOCAL: CONVENTINHO – CENTRO HISTÓRICO (PRÓX. A PRAÇA ANTENOR NAVARRO). http://www.festivalmundo.com/local.jpg


SHOWS SEXTA-FEIRA 14/09 – 19h

VOLANTE FILIPÉIADA SILVA E A USINA DUB
VAMOZ! (PE)
THE SINKS (RN)
VITROLA (RN)
SCARY MONSTERS
PLUMA
RETALIAÇÃO
DEAD NOMADS


SÁBADO 15/09 – 18h

ECOS FALSOS (SP)
THE PLAYBOYS (PE)
VINIL 69 (BA)
MEIOFREE
ENCARNADO
SEM HORAS
MATIZ (BA)
FÓSSIL (CE)
OS REIS DA COCADA PRETA
MALAQUIAS EM PERIGO


OFICINA DE PASSAGEM DE SOM

ÉDEN BARBOSA (CE)

30 VAGAS. INSCRIÇÃO GRÁTIS: FESTIVALMUNDO@GMAIL.COM

14 E 15 DE SET. 14H ÀS 18H.
EXPOSIÇÃO DE ARTES
CURADORIA: FABBIO QUEIROZ
ARTISTAS: ADRIANO BARRETO, ADRIANO FRANCO, GUTO DI BESSA, JOELSON, SARAH FALCÃO, VERDEEE.

MOSTRA AUDIOVISUAL
ZONDA BEZ(TINTIN CINE CLUBE) E CONVIDADOS
CURTAS EXPERIMENTAIS
CINEMA E MÚSICA
14 E 15 DE SET. 16H ÀS 18H
ENTRADA GRÁTIS

FEIRA DE NEGÓCIOS
SELOS, PRODUTORAS, ESTÚDIOS, LOJAS

LOUNGE
VERDEEE
NOVOS&USADOS
ENTRADA: R$8,00
R$6,00 ANTECIPADOS
R$12,00 PACOTE

VENDAS: FURTACOR, TRIBO’S ROCKWEAR, MÚSICA URBANA
*****

Para finalizar, deixo um clipe muito divertido de uma banda que eu gosto bastante.
M.A.Q.E.


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Die Jagd Fährt Fort

Continuando a caça as bandas "Von Deutche".



Achei uma que consegui depois do quinto cd Lançado alcançar algum lugar de notoriedade. BeatSteaks.



http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2439231,00.html



Vai ai o Link para uma matéria no site da DW-World.



Fuçando ainda mais encontrei algumas maravilhas escondidas no My Space.



Winson = http://www.myspace.com/mywinson



Yessica Yeti (Yet Girls) = http://www.myspace.com/yessicayeti


The Kilians = http://www.myspace.com/yessicayeti Essa canta em "ingrish" mas é boa da mesma forma.

Uma das que mais gostei http://www.myspace.com/muffpotter

Achei também um site que é uma tentaiva de catalogar bandas alemãs, site bem organizado e tem catalago por estilo e tem uma sessão que achei muito bacana, o indice geografico das bandas.

http://www.germanrock.de/

Agora você ja pode fuçar e embarcar nessa "Mein Freund", a cada link desse você pode se conectar a outras muitas bandas e se surpreender.

domingo, 12 de agosto de 2007

Dieses ist Rock mein Zucker

Esse fim de semana me deparei com um clipe na TV a cabo.
O nome da banda era Ich + Ich e a musica Von Selben Stern. Não acreditei. Pop Alemão.






A banda é formada por Annette Humpe e Adel Tawil, eles se conheceram em 2002 em Berlin, em um studio, lançaram o primeiro cd Homônimo em 2005 e dois meses atrás o segundo cd, que leva o nome da música que eu vi no clipe.



Fiquei admirado, eu bem sei que não deveria, mas é uma música muito legal, e a única banda em alemã que ouvi e gostei era Rammstein. Porque eu fiquei tão surpreso?!Será que na Alemanha não se faz rock, faz sim, claro e é bom, quer outra que uma amiga me indicou?!

http://www.myspace.com/hansenband

Muito boa.

Se você se surpreendeu assim como eu, sabe qual é?! Ficamos tão presos a MTV, e revistas de musicas que não lembramos da vastidão do mundo, e de como a internet pode nos trazer isso.

É bem verdade que esses "chucrutes" são bem difíceis, os caras só tem sites em alemão que, digamos de passagem, não é uma língua muito fácil. Mas é questão de vontade, nada que o tradutor do google não resolva!

Para mim ficou a lição, vou de mala e cuia através da internet, nessa viagem.E essa minha amiga já me disse que pedras muito boas estão rolando na Polônia.E eu não vou bater lá?!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Aumenta que é Rock

Primeira noite do festival Aumenta que é Rock.

*Tamdam (barulho de suspense)

Segunda edição do festival.

*TAMDAM (barulho de suspense mais alto ainda)

Terceira vez que chego atrasado em um lugar.

¬¬

***Puxa vida, esse lance de trabalhar à noite é mesmo um saco certas vezes. Eu acabo sempre dormindo tarde, acordando atrasado, o que me faz atrasar na universidade, que me faz chegar atrasado no estágio, que me faz chegar atrasado no trabalho. Resultado de uma semana inteira de atrasos?! Cheguei tarde para a primeira noite do festival Aumenta que é Rock, perdi a banda Elmo, mas não perdi a esportiva.



***Apesar de não estar colocando muita fé na primeira noite, liguei a máquina e conferi Poetas do Absurdo. Já conhecia a banda, rock alternativo com muita influencia grunge, letras sobre o cotidiano visto de uma forma engraçada, melodias empolgantes, “vou vender minha vida em 24 sem juros”.

Poetas do Absurdo

***Dei um tempo, acendi um cigarro enquanto observava uma figura com um chapéu estilo Crocodilo Dundee subir no palco, passagem de som muito rápida, tudo pronto, rock direto. Era o Rockfellers, fiquei impressionado com a capacidade do vocalista e guitarrista Lukão Rockfeller em executar riffs venenosos, enquanto cantava suas musicas em inglês. Um baixo solante que certas vezes deixava a platéia perceber uma falta, como se houvesse vaga para mais uma guitarra ali. Mas o som é bom e de competência. Algo que me lembrou muito The Hellacopters.


***Perambulando antes de começara aproxima atração, reparei como o galpão lotou de repente. Nossa!!! Como havia figuras interessantes por ali, um punk de cachimbo, um poeta na sinuca, um pastor evangélico discutindo teologia comigo. A fauna dos roqueiros pessoenses é muito diversificada, porém escassa. Tive uma leve impressão que na edição passada do festival havia mais pessoas, naquele lugar.

Rockefellers

Lukão Rockfeller e seu visual autraliano

Figuras da noite no Galpão 14



***Entra o Scary Monsters, mandando o seu som, galgado em influencias glam, hard, punk e pós-punk. Letras em inglês. Com tanto inglês pensei ser a noite “internacional” do evento. Os Scary monsters encerraram a apresentação um pouco antes do que esperavam, o cronômetro não pode parar, uma pena, mas isso acontece mesmo em festivais. Afinal logo após iria entrar o Zeferina Bomba e tava todo mundo a fim de ver.

***Lá vai Ilsom mandando guitarradas na viola elétrica. O publico ficou maluco, gente gritando e pulando era pouco, resolveram subir no palco, o que deixou a produção maluca com os pisões nos cabos dos retornos. Mandaram logo dois seguranças pra pôr moral na casa, ai foi que ficou interessante, a banda lá mandando ver e a galera querendo ver e tendo que olha na cara de dois brucutus de preto querendo estragar a festa.

-Libera o Mosh P**%$&@@@@.


***Ilson logo interveio e pediu para liberarem o pulo, desde que ninguém pisasse nos cabos. Ai foi lindo, o maluco subia, fazia carreira, dava um pulinho no meio do caminho e ia pra galera. E o som solto, “sobre a cabeça, não da”, mas dava sim e era lá que o maluco saltador ia parar. Um show que fez valer o crédito que a banda tem, junto à Trama Virtual.
Depois que o velhinho da segurança liberou ou salto solto, foi tomar uma cerveja para relaxar, consegui ainda acompanhar o dialogo dele com a garçonete.

-Como é que pode rapa, um monte de mulé e os caras preferem se jogar em cima de um moi de macho. Para onde vai esse planeta?!?!?!?




Seguranças tetando morgar a platéia...
... mas o Mosh Liberado

***A meia-noite já passou e quem tinha que pegara a abóbora já havia pegado. Entra no palco a atração realmente internacional, The Nation Blue. Banda australiana que era completamente desconhecida do publico, pelo menos da grande maioria, inclusive eu. A primeira impressão foi: power trio, um guitarrista com cara de boboca, e um jeito de quem não sabia se a coisa iria sair muito bem. Nos primeiros acordes tudo mudou. Feroz, foi a palavra que ficou na minha mente. Diferente do que parecia, Tom Linkcoln (guitarrista), sabia exatamente o que estava fazendo. Tantas acrobacias fez o rapaz que na segunda vez que colocou a guitarra na testa, quando baixou estava lá o sangue jorrando. Isso não é nada para uma banda que quando abriu a turnê do Foo Fighters na Austrália, o baixista Matt Weston quebrou a perna ao cair do palco e não quis sair de lá, deve de ser arrastado pelos para-médicos de plantão. No meio do show, Tom não se conteve, desceu do palco e foi tocar, no meio de um público bestificado. Eram tantos riffs e petardos sonoros que entre uma musica e outra, o publico gritava “madafoqueeeeer”, ao que os componentes da banda respondiam com um sorriso no canto do rosto e mais paulada sonora. Com o baterista Dan Mckay igualmente furioso, a banda desfilou certa de 15 musicas durante 45 minutos de show.
Para mim o melhor momento da noite.




Linkcoln e sua Guitarra - das mãos à cabeça

http://www.myspace.com/thenationblue





The Nation Blue - Damnation


***Com o gás do público restante seriamente comprometido, achei que teria acabado por ali. Qual foi minha surpresa quando Panço convoca e todos os presentes se levantam e correm para frente do palco para pular o hardcore da banda Carioca. Com Rodrigo Barba na bateria, a banda teve um pequeno imprevisto durante a segunda musica, a guitarra de Panço teve um pequeno problema o que deixou o publico ansioso, para acalmar, a galera resolveu tirar uma onda. Entoaram Ana Julia, para homenagear o barbudo baterista, que levou numa boa até recomeçar o show, quando ele descarregou nos pratos e peles aquele “atrevimento”.



Barba no momento Ana Julia da Noite e Jason fazendo a festa


***Já passavam de duas da manhã quando entrou a ultima atração da noite, os baianos do The Honkers com seu rockabilly de costume. Divertidos e entrosados com o público, pelo menos o pouco que restou os caras fecharam a noite muito bem, considerando a hora, o sono e o cansaço de quem estava lá desde o inicio do show.

***Sai do Galpão 14 feliz por ter acompanhado uma noite tão boa, ter comprado um CD e sair com a esperança de que o Aumenta que é Rock pode colocara a Paraíba na agenda de eventos do Rock nacional.


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***Segunda noite de apresentações no palco do Galpão 14, Aumenta que é Rock. Largo de São Pedro Gonçalves lotado bem cedo, o pagodão que rolava na praça Antenor Navarro, contrastava com o roquenrol em frente ao galpão 14. Lá dentro a primeira banda já tocando os primeiros acordes, eram 20h15min.


***Abortion Chamber, banda de metaaaaaaalllll. Vocal gutural e guitarras afiadas, a apresentação dos rapazes foi rápida, e pela quantidade de pessoas lá fora, pude presumir que eles tocaram apara pouquíssimas pessoas. Não sei, achei o ar lá fora muito limpo, e com aquela batida de pagode rolando no ar, eu comecei a bater o pezinho, foi a deixa. Hora de entra e acender um cigarro porque já ia começar o show de La Clave Encarnada. “A banda do Hannover” começou concentrada e foi assim que seguiu, sem muito falar o frontman, saiu rasgando e executando suas musicas. Experimentações diversas, com uma bateria em contratempo, a dupla seguiu absorta em suas melodias, tanto que quando a produção informou que já havia esgotado o tempo, o Hannover deixou escapar “já acabou?!?!?!?!?” com uma cara de bobo.





"E La Clave Vai"

***Sai do palco La Clave e entra rapidamente a banda Pluma, os caras equalizaram tudo tão rapidinho, com uma vontade tão grande de tocar que eu fiquei de orelha mais em pé ainda. Muito bom o som, aquele rock simples, sabe como é?! Com um batera ligado no que estava fazendo e competente, simples direto, e agressivo quando necessário.


A banda Pluma e o detaque na bateria, Rayan

***22:30, é a vez da banda Monophne de Fortaleza (CE), rock leve, gostoso de ouvir, pop. O vocalista, uma simpatia, André Fernandes, sempre agradecido, com a casa já quase cheia. Ficou tão grato que não parou de sorrir. A banda pregou o apocalipse nuclear, sugerindo o fim do mundo, com uma bomba. O que rendeu o comentário da noite. Uma amiga que encontrei:

-Meu irmão o que é isso?! Que absurdo. O mundo é tão legal, pra que acabar com tudo.

***A próxima atração da noite é Molestrike, eu estava com uma boa expectativa, escutei uma faixa do CD deles e achei muito boa. Com uma apresentação com um tom todo especial, start na vinheta sonora rock, a banda faz um som hardrock de primeiríssima com direitos a solos que passam dos 4 minutos, pedal duplo, e tudo o mais, muito boa, instigante. A primeira da noite a conseguir uma resposta direta do publico, a velha polga.


Cearenses do Monophone (em cima) Molestrike


***Saindo de cena a Molestrike, começaram a preparar o palco para os Astronautas, a banda que foi destaque na revista do Lobão, Outra Coisa, demorou a aprontar tudo, muito gente chegou a deitar pelos cantos do galpão 14. Mesmo porque atração mais esperada da noite, Matanza, ainda estava distante de entrar no palco. Quando tudo ficou pronto enfim, e Eddy fez a apresentação da banda, pedindo para que ninguém subisse no palco, para não bater em nenhum fio, porque a parafernália era grande. Ai foi que eu me alertei, que viagem de roupa é essa, uma imitação de roupa lunar, máscaras de gás, a luz estroboscópica não parava de brilhar, solta a vinheta, e vem a primeira musica “O amor acabou”. Agressiva a banda já puxa logo a segunda música do repertório, “O Conto”, e que tava guardando forças deixou isso pra lá e pulou. Instigados por um vocalista furioso, que não conseguia aceitar o zumbido constante que o som apresentava e descontou na guitarra. A cada musica uma nova puxada na galera pra não deixar ninguém cochilar.


Atronautas em universo estroboscópico e toda a empolgação do frontman




***Quando Cascadura entrou pra fazer o seu show, o publico já estava exausto, ai sim resolveram guardar forças. A banda baiana é muito boa, mas com um show de uma hora e dez, ninguém quis ficar em pé até o fim, aos poucos a turma foi se deitando, deixando a frente do palco e indo tomar uma cerveja no bar, jogar sinuca. AO terminar o show a Cascadura quase não tinha mais para quem olhar, mesmo assim agradeceu, tocou a última, e deu vez ao Motherhell. Com a cara de tiozinho que o vocalista Fabio Casacadura tem, fiquei imaginando que ele já deve saber que é assim mesmo.

***Todo mundo deitado e quase morto, entra o Motherhell, pedindo para todo mundo se levantar, eles fizeram bem o esquente para o publico, até se formar uma polga, foi um crescendo gradativo, e quando os caras saíram do palco, o público já estava pronto.
3:55 da manhã.
Matanzaaaaaaaaaa.


Aquecimento para o Matanza, Cascadura (em cima) e Motherhell

***Com aquele visual nórdico Jimmy começa a entoar, seus cantigos, e ai é delírio. Gritaria total. Polga. Whisky de bolsa para Jimmy, que bebe, derrama pela barba, todo suado e assanhado, o cara parece um troglodita, ou seja, Rock And Roll. Sem falar nas pequenas histórias para apresentar as musicas.



Jimmy, o nórdico...
... e o ultimo gás da noite

***Com o ouvido zunindo, 04h45min da manhã e eu vou embora, antes do fim, mas satisfeito.

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***Terceira noite do festival Aumenta que é Rock e começou me deixando desconfiado. Chuva. João Pessoa é um lugar interessante. Todos vivem reclamando de não ter nada pra fazer, mas quando tem basta um empecilho (no caso, uma chuva) para que seja uma desculpa.

***Cheguei atrasado para o festival, mas tinha um enviado especial lá pra me passar as informações. Thiago Parente (ex)Cabeleira, passou tudinho.

***Para abrir a noite, a banda Gauche, som folk-rock-psicodélico, mensagem boa e calma, a banda tocou bem, sem muito empolgar. Ainda não tinha voltado a chover e o pequeno publico em frente ao palco pôde acompanhar uma apresentação boa.

***A segunda banda da noite foi a Retaliação, com uma pegada pesada, letras politizadas, tentando passar uma idéia de “contra-sistema” queimou a bandeira dos EUA no fim do show. Atitude que me deixou bastante temeroso, sei lá né?! Por muito menos Bush atacou o Iraque!

***Quando cheguei, bati um papo com o pessoal da organização, e percebi que todo mundo meio que já sabia que iria dar pouca gente naquela noite. No palco a banda Enne se preparava pra começar, no primeiro solo, eu cheguei perto. A banda que está fazendo uma turnê pelo NE, mesmo com um vocalista pra lá de rouco, deu toda a energia que podia, o baterista Cacau parecia que iria quebrara os pratos a qualquer instante. Muito interessante a sincronia entre os quatro integrantes, sempre que havia aquela batida mais marcante, batiam cabeça e davam a puxada tão forte quanto fosse a pegada do baterista. Tipo nu metal sabe como é?! Tudo bem, problemas de som à parte, boa apresentação e agradecimentos a todos, acho que até a chuva valeu para os caras, mesmo espantando o público.

***A próxima banda demorou a aprontar tudo, mas espera ai, só tem dois ali em cima, cadê o resto da banda?! Lucy and The Pop Sonics, subiram no palco com uma bateria eletrônica, muito temperamental vamos dizer assim, não queria tocar. Enfim problema resolvido, a show começou e a vocalista Fernanda Popsonic conseguiu juntar todo mundo depois de prometer tirar a roupa. Eletro rock divertido com letras tchu ru ru. “Coração Empacotado” e “Eu Quero Ser seu Tamagochi” fizeram as meninas dançarem e os rapazes sorrirem a beça. De Brasília pra cá, os “eletropandas” fizeram apresentação mais divertida da noite.


Enne, representando o estilo mineirinho

E a dupla do Lucy and the Popsonics

***Daí choveu, muito. Os Reis da Cocada Preta, já estavam no palco. Essa enfrentei a chuva pra ver de perto. Já conhecia o som e escutar as novas diretamente do studio, foi um prazer. A banda manteve a mesma empolgação de sempre, Janz na frente puxando tudo, parecia que havia 1000 pessoas na platéia, não seria diferente, tocaram com a mesma empolgação que eu já conhecia. No fim do Show a chuva ficou insustentável, as caixas tiveram de ser cobertas e demorou muito para o River Raid entrar em cena.


Janz, o chefe d'Os Reis da Cocada Preta


***Daí a abóbora já tinha passado e todas as cinderelas já haviam ido embora, e os príncipes se transformaram em sapos em suas camas quentes e confortáveis, sobrando apenas nós, parasitas do rock paraibano e alguns componentes das bandas que haviam tocado. Quase todos embriagados tentando entender o porquê de João Pessoa ser assim, tentando balancear e analisar os resultados do festival. Acho que tinha álcool demais na conversa, porque quanto mais nos questionávamos mais achávamos um buraco fundo, escuro e que me deixou com poucas esperanças.

***Entra o River Raid, rock de primeira, sai o River Raid e entra o Rock Rocket, que tocaram mesmo assim, para 20 espectadores embriagados, talvez mais dos que os que estavam ali tocando e saldando sempre a cachaça em suas musicas.


River Raid e Rock Rocket, quase um show particular


***Fim de Show, fim de Festival, e pouca coisa na cabeça que valha a pena ser citado aqui. Fui embora sem entender o que realmente acontece com essa cidade, comer meu cachorro quente e dormir, já era segunda-feira, dia de trabalhar e esquecer essa idéia de viver de rock, seja cantando, tocando ou mesmo escrevendo.

sábado, 4 de agosto de 2007

Being Back!!!

HEy Dude, voltamoas as nossas atividades.

O Too Much Sound, Por questões financeiras, familiares e de todos os cunhos possíveis foi obrigado a sair do ar, mas estamos de volta, Baby!

Como muito mais força, com muito mais vontade e com muito, muito mesmo, muito pouca grana!!!

Sou um Jornalista Lascado mas apaixonado pelo Rock, e morrerei feliz se o Ricardo Alexandre me contaratar um dia.

:P