*Tamdam (barulho de suspense)
Segunda edição do festival.
*TAMDAM (barulho de suspense mais alto ainda)
Terceira vez que chego atrasado em um lugar.
¬¬
***Puxa vida, esse lance de trabalhar à noite é mesmo um saco certas vezes. Eu acabo sempre dormindo tarde, acordando atrasado, o que me faz atrasar na universidade, que me faz chegar atrasado no estágio, que me faz chegar atrasado no trabalho. Resultado de uma semana inteira de atrasos?! Cheguei tarde para a primeira noite do festival Aumenta que é Rock, perdi a banda Elmo, mas não perdi a esportiva.
***Apesar de não estar colocando muita fé na primeira noite, liguei a máquina e conferi Poetas do Absurdo. Já conhecia a banda, rock alternativo com muita influencia grunge, letras sobre o cotidiano visto de uma forma engraçada, melodias empolgantes, “vou vender minha vida em 24 sem juros”.
Poetas do Absurdo
***Dei um tempo, acendi um cigarro enquanto observava uma figura com um chapéu estilo Crocodilo Dundee subir no palco, passagem de som muito rápida, tudo pronto, rock direto. Era o Rockfellers, fiquei impressionado com a capacidade do vocalista e guitarrista Lukão Rockfeller em executar riffs venenosos, enquanto cantava suas musicas em inglês. Um baixo solante que certas vezes deixava a platéia perceber uma falta, como se houvesse vaga para mais uma guitarra ali. Mas o som é bom e de competência. Algo que me lembrou muito The Hellacopters.
Rockefellers
Figuras da noite no Galpão 14
***Entra o Scary Monsters, mandando o seu som, galgado em influencias glam, hard, punk e pós-punk. Letras em inglês. Com tanto inglês pensei ser a noite “internacional” do evento. Os Scary monsters encerraram a apresentação um pouco antes do que esperavam, o cronômetro não pode parar, uma pena, mas isso acontece mesmo em festivais. Afinal logo após iria entrar o Zeferina Bomba e tava todo mundo a fim de ver.
***Lá vai Ilsom mandando guitarradas na viola elétrica. O publico ficou maluco, gente gritando e pulando era pouco, resolveram subir no palco, o que deixou a produção maluca com os pisões nos cabos dos retornos. Mandaram logo dois seguranças pra pôr moral na casa, ai foi que ficou interessante, a banda lá mandando ver e a galera querendo ver e tendo que olha na cara de dois brucutus de preto querendo estragar a festa.
-Libera o Mosh P**%$&@@@@.
***Ilson logo interveio e pediu para liberarem o pulo, desde que ninguém pisasse nos cabos. Ai foi lindo, o maluco subia, fazia carreira, dava um pulinho no meio do caminho e ia pra galera. E o som solto, “sobre a cabeça, não da”, mas dava sim e era lá que o maluco saltador ia parar. Um show que fez valer o crédito que a banda tem, junto à Trama Virtual.
Depois que o velhinho da segurança liberou ou salto solto, foi tomar uma cerveja para relaxar, consegui ainda acompanhar o dialogo dele com a garçonete.
-Como é que pode rapa, um monte de mulé e os caras preferem se jogar em cima de um moi de macho. Para onde vai esse planeta?!?!?!?
Para mim o melhor momento da noite.
The Nation Blue - Damnation
***Com o gás do público restante seriamente comprometido, achei que teria acabado por ali. Qual foi minha surpresa quando Panço convoca e todos os presentes se levantam e correm para frente do palco para pular o hardcore da banda Carioca. Com Rodrigo Barba na bateria, a banda teve um pequeno imprevisto durante a segunda musica, a guitarra de Panço teve um pequeno problema o que deixou o publico ansioso, para acalmar, a galera resolveu tirar uma onda. Entoaram Ana Julia, para homenagear o barbudo baterista, que levou numa boa até recomeçar o show, quando ele descarregou nos pratos e peles aquele “atrevimento”.
***Já passavam de duas da manhã quando entrou a ultima atração da noite, os baianos do The Honkers com seu rockabilly de costume. Divertidos e entrosados com o público, pelo menos o pouco que restou os caras fecharam a noite muito bem, considerando a hora, o sono e o cansaço de quem estava lá desde o inicio do show.
***Sai do Galpão 14 feliz por ter acompanhado uma noite tão boa, ter comprado um CD e sair com a esperança de que o Aumenta que é Rock pode colocara a Paraíba na agenda de eventos do Rock nacional.
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***22:30, é a vez da banda Monophne de Fortaleza (CE), rock leve, gostoso de ouvir, pop. O vocalista, uma simpatia, André Fernandes, sempre agradecido, com a casa já quase cheia. Ficou tão grato que não parou de sorrir. A banda pregou o apocalipse nuclear, sugerindo o fim do mundo, com uma bomba. O que rendeu o comentário da noite. Uma amiga que encontrei:
-Meu irmão o que é isso?! Que absurdo. O mundo é tão legal, pra que acabar com tudo.
***A próxima atração da noite é Molestrike, eu estava com uma boa expectativa, escutei uma faixa do CD deles e achei muito boa. Com uma apresentação com um tom todo especial, start na vinheta sonora rock, a banda faz um som hardrock de primeiríssima com direitos a solos que passam dos 4 minutos, pedal duplo, e tudo o mais, muito boa, instigante. A primeira da noite a conseguir uma resposta direta do publico, a velha polga.
Cearenses do Monophone (em cima) Molestrike
***Saindo de cena a Molestrike, começaram a preparar o palco para os Astronautas, a banda que foi destaque na revista do Lobão, Outra Coisa, demorou a aprontar tudo, muito gente chegou a deitar pelos cantos do galpão 14. Mesmo porque atração mais esperada da noite, Matanza, ainda estava distante de entrar no palco. Quando tudo ficou pronto enfim, e Eddy fez a apresentação da banda, pedindo para que ninguém subisse no palco, para não bater em nenhum fio, porque a parafernália era grande. Ai foi que eu me alertei, que viagem de roupa é essa, uma imitação de roupa lunar, máscaras de gás, a luz estroboscópica não parava de brilhar, solta a vinheta, e vem a primeira musica “O amor acabou”. Agressiva a banda já puxa logo a segunda música do repertório, “O Conto”, e que tava guardando forças deixou isso pra lá e pulou. Instigados por um vocalista furioso, que não conseguia aceitar o zumbido constante que o som apresentava e descontou na guitarra. A cada musica uma nova puxada na galera pra não deixar ninguém cochilar.
***Todo mundo deitado e quase morto, entra o Motherhell, pedindo para todo mundo se levantar, eles fizeram bem o esquente para o publico, até se formar uma polga, foi um crescendo gradativo, e quando os caras saíram do palco, o público já estava pronto.
3:55 da manhã.
Matanzaaaaaaaaaa.
Aquecimento para o Matanza, Cascadura (em cima) e Motherhell
***Com aquele visual nórdico Jimmy começa a entoar, seus cantigos, e ai é delírio. Gritaria total. Polga. Whisky de bolsa para Jimmy, que bebe, derrama pela barba, todo suado e assanhado, o cara parece um troglodita, ou seja, Rock And Roll. Sem falar nas pequenas histórias para apresentar as musicas.
***Com o ouvido zunindo, 04h45min da manhã e eu vou embora, antes do fim, mas satisfeito.
***Cheguei atrasado para o festival, mas tinha um enviado especial lá pra me passar as informações. Thiago Parente (ex)Cabeleira, passou tudinho.
***Para abrir a noite, a banda Gauche, som folk-rock-psicodélico, mensagem boa e calma, a banda tocou bem, sem muito empolgar. Ainda não tinha voltado a chover e o pequeno publico em frente ao palco pôde acompanhar uma apresentação boa.
***A segunda banda da noite foi a Retaliação, com uma pegada pesada, letras politizadas, tentando passar uma idéia de “contra-sistema” queimou a bandeira dos EUA no fim do show. Atitude que me deixou bastante temeroso, sei lá né?! Por muito menos Bush atacou o Iraque!
***Quando cheguei, bati um papo com o pessoal da organização, e percebi que todo mundo meio que já sabia que iria dar pouca gente naquela noite. No palco a banda Enne se preparava pra começar, no primeiro solo, eu cheguei perto. A banda que está fazendo uma turnê pelo NE, mesmo com um vocalista pra lá de rouco, deu toda a energia que podia, o baterista Cacau parecia que iria quebrara os pratos a qualquer instante. Muito interessante a sincronia entre os quatro integrantes, sempre que havia aquela batida mais marcante, batiam cabeça e davam a puxada tão forte quanto fosse a pegada do baterista. Tipo nu metal sabe como é?! Tudo bem, problemas de som à parte, boa apresentação e agradecimentos a todos, acho que até a chuva valeu para os caras, mesmo espantando o público.
***A próxima banda demorou a aprontar tudo, mas espera ai, só tem dois ali em cima, cadê o resto da banda?! Lucy and The Pop Sonics, subiram no palco com uma bateria eletrônica, muito temperamental vamos dizer assim, não queria tocar. Enfim problema resolvido, a show começou e a vocalista Fernanda Popsonic conseguiu juntar todo mundo depois de prometer tirar a roupa. Eletro rock divertido com letras tchu ru ru. “Coração Empacotado” e “Eu Quero Ser seu Tamagochi” fizeram as meninas dançarem e os rapazes sorrirem a beça. De Brasília pra cá, os “eletropandas” fizeram apresentação mais divertida da noite.
***Daí choveu, muito. Os Reis da Cocada Preta, já estavam no palco. Essa enfrentei a chuva pra ver de perto. Já conhecia o som e escutar as novas diretamente do studio, foi um prazer. A banda manteve a mesma empolgação de sempre, Janz na frente puxando tudo, parecia que havia 1000 pessoas na platéia, não seria diferente, tocaram com a mesma empolgação que eu já conhecia. No fim do Show a chuva ficou insustentável, as caixas tiveram de ser cobertas e demorou muito para o River Raid entrar em cena.
***Entra o River Raid, rock de primeira, sai o River Raid e entra o Rock Rocket, que tocaram mesmo assim, para 20 espectadores embriagados, talvez mais dos que os que estavam ali tocando e saldando sempre a cachaça em suas musicas.
***Fim de Show, fim de Festival, e pouca coisa na cabeça que valha a pena ser citado aqui. Fui embora sem entender o que realmente acontece com essa cidade, comer meu cachorro quente e dormir, já era segunda-feira, dia de trabalhar e esquecer essa idéia de viver de rock, seja cantando, tocando ou mesmo escrevendo.

2 comentários:
mto bom os comentários.....apesar d discordar d alguns...
fui no segundo dia, q foi mto bom
foi uma grata surpresa o molestrike
astronautas e cascadura nem se falam
a matanza, é mto engraçado, aquele ar d homem das cavernas d jimmy!!
infelizmente não fui p 1 dia q deve ter sido ótimo, principalmente pela participação d zefirina é fodástica
e vai a pergunta oq é preciso p João Pessoa ter uma cena d rock atuante??
flw
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